Não deu para esperar seu tempo
Mas como ele volta e nem é seu
Eu volto, outra vida tento
Você não aguarde, lhe busco, lhe acho
Tudo que imaginamos não houve no mundo
Mas vivemos nos sonhos
Fique com seus sonhos, eles são lindos
Os meus por você também foram
Se o real não bateu, o que foi real serviu
Um ramo de flores lhe ofereço
Um olhar profundo que não tivemos
Leve meu olhar e o perfume das flores
Estou certo de que continuará linda
Lhe sou cordial, voto no bem
Um abraço bem quente e demorado
Um laço invisível de carinho
De mim para você
(São Paulo - 19/02/2008)
25 fevereiro 2008
Transição
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Acordei gritando...
(São Paulo - 07/02/2008)
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Acordei gritando...
(São Paulo - 07/02/2008)
16 fevereiro 2008
Hoje o mundo pode acabar
Acordei no dia da criação
Levantei meus olhos para o céu
E pedi, preparei meu coração
Embrulhei com laço e papel
Disse então que de olhos em fechados
Ficaria assim até quando for
Até o dia do fim do mundo
E o abriria só pra ver o que restou
A primeira luz que quero ver
É da tua voz cantando ao meu lado
Isso é tudo que eu queria ter
Hoje o mundo vai acabar
Hoje o mundo pode acabar
Não me importa, eu tenho você
(São Paulo - 14/02/08)
Levantei meus olhos para o céu
E pedi, preparei meu coração
Embrulhei com laço e papel
Disse então que de olhos em fechados
Ficaria assim até quando for
Até o dia do fim do mundo
E o abriria só pra ver o que restou
A primeira luz que quero ver
É da tua voz cantando ao meu lado
Isso é tudo que eu queria ter
Hoje o mundo vai acabar
Hoje o mundo pode acabar
Não me importa, eu tenho você
(São Paulo - 14/02/08)
Fim do mundo I
Vou fechar os olhos
E abrir antes do fim do mundo
Quando isso for
A primeira imagem
Que quero ver
É a de você
Ao meu lado
Aí o mundo pode acabar
(São Paulo - 10/02/08)
E abrir antes do fim do mundo
Quando isso for
A primeira imagem
Que quero ver
É a de você
Ao meu lado
Aí o mundo pode acabar
(São Paulo - 10/02/08)
Casa das Sombras
Paralisei depois do sono de milhares de léguas
Cansei de andar tamanha distância
No emaranhado de pesadelos não tive trégua
Nem pela dor de passar por minha infância
Pensei que não conseguiria nunca mais me levantar
Encurralado na casa do sonho
Corri, abri, bati, tranquei e segurei as portas
Esse ritmo de medo não acompanho
Soltei um grito mudo com as mãos no pé do ouvido
Meu silêncio não me deixou falar
Acordei crente que desta vez tinha morrido
De que passei ferido de ter vivido
Nada que a gente novamente verá
Depois as amarras foram me abandonando
Em lento movimento me postei falando
Lembrando que o pior passou, se foi
Mas que outra noite certamente voltará
(Caraíva - 02/02/08)
Cansei de andar tamanha distância
No emaranhado de pesadelos não tive trégua
Nem pela dor de passar por minha infância
Pensei que não conseguiria nunca mais me levantar
Encurralado na casa do sonho
Corri, abri, bati, tranquei e segurei as portas
Esse ritmo de medo não acompanho
Soltei um grito mudo com as mãos no pé do ouvido
Meu silêncio não me deixou falar
Acordei crente que desta vez tinha morrido
De que passei ferido de ter vivido
Nada que a gente novamente verá
Depois as amarras foram me abandonando
Em lento movimento me postei falando
Lembrando que o pior passou, se foi
Mas que outra noite certamente voltará
(Caraíva - 02/02/08)
Cem palavras
Chegou o êxtase
É vento e brasa pra tudo que é lado
Roda gira e fica tonto
É sorriso de canto a canto
Salada de cores e cheiros
Doce, simpático
Dos de melhor o melhor
Bofetada para o inesquecimento
O sol de todas as estrelas
É muita, é mais, ainda mais
Um horizonte de agradáveis sensações
Divinas, certas e divinas vidas
Montes de melodias meteoros
Montros da música que arrepia
E arde a pele
Revoo de panos e carne
Com rosto pingado
Um néctar, suco concentrado
Que pega na boca salivada
Leva o céu dentro do céu
Chegou o êxtase
É vento e brasa pra tudo que é lado
Roda gira e fica tonto
É sorriso de canto a canto
Salada de cores e cheiros
Doce, simpático
Dos de melhor o melhor
Bofetada para o inesquecimento
O sol de todas as estrelas
É muita, é mais, ainda mais
Um horizonte de agradáveis sensações
Divinas, certas e divinas vidas
Montes de melodias meteoros
Montros da música que arrepia
E arde a pele
Revoo de panos e carne
Com rosto pingado
Um néctar, suco concentrado
Que pega na boca salivada
Leva o céu dentro do céu
Chegou o êxtase
Pequenos Gestos
Tocar suavemente a testa ao acordar
Sentar ao lado para comer
Dobrar um pássaro de papel
Ouvir e escutar
Olhar nos olhos sorrindo
Acompanhar até o portão da casa
Cantar mesmo que desafinado
Ensinar uma brincadeira
Caminhar junto em silêncio
Abraçar com sinceridade
Escrever um poema
Presentear uma flor
Apresentar um amigo
Servir um doce
Mostrar a paisagem
Fazer um desenho
Chamar pelo nome
Elogiar com verdade
Criticar com respeito
(Caraíva - 31/01/08)
Sentar ao lado para comer
Dobrar um pássaro de papel
Ouvir e escutar
Olhar nos olhos sorrindo
Acompanhar até o portão da casa
Cantar mesmo que desafinado
Ensinar uma brincadeira
Caminhar junto em silêncio
Abraçar com sinceridade
Escrever um poema
Presentear uma flor
Apresentar um amigo
Servir um doce
Mostrar a paisagem
Fazer um desenho
Chamar pelo nome
Elogiar com verdade
Criticar com respeito
(Caraíva - 31/01/08)
09 fevereiro 2008
Vai amigo
Ouça bem meu caro amigo
Que eu entendo o teu pesarFiquei doido de chorar
Quando aconteceu comigoAs meninas são assim
Seja a ti ou seja a mimE a todos como nós
Que se metem a amarVai com fé que eu te dou voz
Se esse fogo te queimarVale mais o bem viver
Nesses dias de voar
Uma linda albatroz(Caraíva - 30/01/08)
Cleópatra
Ontem por exemplo
Aparece uma imagemDuas ou três palavras
Um monte de sorrisosUm olhar penetrante
A solidão mais acompanhadaCleópatra do samba
Causadora de dor e desejoSimples desejo
Vento que leva soltos fiosVentre quente sol feito
De pelos loucos castanhosE sangue de paixão
Um tormento de alcovaRepuxa as águas de dentro
Dissolve a alma e sublima o corpoCondensa o peito de flor
Enforcando a corSó taquicardia e fôlego rouco
Língua de ponta por cimaAbaixo gosto maluco sem senso
Jogado do cosmo ao lápisO pensamento estraga
E a sensação apaga(Caraíva - 29/01/08)
O Homem Poeta
Primeiro te trago o sonho para sonhar
Um poeta sensível, verdadeiro, sinceroCom dotes nas palabras que acariciam
Depois te mostro a realidade para viver
Um homem bruto comum, com medos e desejos
Quero que surpreenda a lógica e seja viva
Que me escolha homemQue me queira fraco
Para que eu seja forteTalvez assim continue te fazendo sonhar
Mas um sonho acordadoRegado de dor e prazer
Te peço que não prefira nada
Nem a dor da dor
Nem o prazer do prazerAmbos estarão sempre com você
Se intercalando como fibrasSe há o que preferir
Prefira o que há, como háSe é sonho, é sonho
Em sendo real, real é absolutoRei de não ser não ser
Plano Secreto
Olha só meu plano
Te encontro no marFalo qualquer bobagem
Só pra te ver lindaTodos vão estar olhando
Mas não terei nenhum respeitoFicarei te admirando
E de lá juntos sairemosTe mostrarei essas palavras
Sem medo da sua reaçãoPode ser todo boa ou toda ruim
Ou pode ser nenhumaMas meu plano se concretizou
E nós vivemos juntos eleE você nem sabia de nada
Eu tenho um plano agoraQuer saber?
Só você
Procurar quem?
Nada disso
O que que é isso
Fique aqui
Tome sombra
Ué, não foi?
Ah que bom
Só você?
Ainda melhor
Quer ver?
Cade você?
Estou na sombra
Se vier
Venha aqui
Olha só
Viu?
Sou eu
Pra você
Só um pedacinho
De você?
Pode ser... só você?
Pronto, só você!
O Pintor de Sonhos
Dormi na certeza de que tenho os piores defeitos do mundo
Ao amanhecer andei pelas ruas de areias frias e fundasDepois de sonhar três ou quatro vezes coisas sem sentido
Renaci de novo como outro de mim mas sem perder nadaOs mesmos defeitos se fizeram mostrar lindos e desafiadores
Por eles sou vivo, eles formam um longo e suado caminhoQuando tiver forças passo por eles deixando para trás
Quando não tiver, eles que venham até mim e me esfolemCada brisa nova me fará companhia nessas noites
Suavizando por dentro e dando leve contorno(Caraíva - 28/01/08)
Mineira
Não sei nada de você mineira
Mas fico ouvindo seu cantarolarSabe esse jeito lindo de falar
E sorrindo assim é a primeiraPosso parecer estranho agora
Mesmo alguém me sendo parecidoSe as estrelas lhe mostrei lá fora
Algo nosso fôra construídoUm abraço te roubei depressa
Um sonho que do céu então desçaE floresça por eu ter partido
Não queria mas eu fui embora
Apaixonado pelo acontecidoE que a noite você me apareça
Casamento
Cada grão
Cada poeira
Todos os pós
E míseras partes e pedaços
Soltos e únicos e separados
Longe, bem longe, sem toque, sem cor
Cada gota e gota de gota
Quase nada aos olhos, nada aos olhos
Uni-vos todos e todas e tudo
Num abraço de braços, mil braços
E corpos de corpos, mil corpos
Juntai-vos num eterno laço
Gotas com gotas num imenso oceano
Pedacinhos de areia num planeta colorido
Tocai-vos todos a todas e tudo
NMum toque sem tempo, sem fim
Ocupando o espaço vazio
Casai-vos todos com todas e tudo
Cada casamento mais casamento
Retornando assim ao único ser
(27/01/08)
Cada poeira
Todos os pós
E míseras partes e pedaços
Soltos e únicos e separados
Longe, bem longe, sem toque, sem cor
Cada gota e gota de gota
Quase nada aos olhos, nada aos olhos
Uni-vos todos e todas e tudo
Num abraço de braços, mil braços
E corpos de corpos, mil corpos
Juntai-vos num eterno laço
Gotas com gotas num imenso oceano
Pedacinhos de areia num planeta colorido
Tocai-vos todos a todas e tudo
NMum toque sem tempo, sem fim
Ocupando o espaço vazio
Casai-vos todos com todas e tudo
Cada casamento mais casamento
Retornando assim ao único ser
(27/01/08)
08 fevereiro 2008
Parecia Mentira
Dentro desse barco
Que atravessa rio acima
Muito longe da cidade
Clima só de alegria
Escuta aqui menina
Já não posso esperar
Em dizer pra toda barra
Que é você que eu quero amar
A viagem que até ontem parecia mentira
Caraíva e você é o melhor da Bahia
(26/01/08 - versão refeita da música Europa 2000 em parceria com Daniel Chamis)
Que atravessa rio acima
Muito longe da cidade
Clima só de alegria
Escuta aqui menina
Já não posso esperar
Em dizer pra toda barra
Que é você que eu quero amar
A viagem que até ontem parecia mentira
Caraíva e você é o melhor da Bahia
(26/01/08 - versão refeita da música Europa 2000 em parceria com Daniel Chamis)
Ser Grande
Não tenho troco
Não trabalho com miudezas
E tudo que faço
Tem tamanho gigante
Nas travessas por onde passo
Sempre toco o que posso
Se tiver uma chance
Me transformo em lenda
Ou talvez algum conto
Sem trocar de intensão
Meu tipo é coragem de ir
Pro topo do mundo
Num trem de possibilidades
Sou totalmente verdade
Mas tranquilo na ação
Quando tento e não consigo
Só tiro conclusões
Fico triste e observo
Que há toda uma razão
Para ter acontecido
Então termino em paz
Meu testemunho da vida
É turqueza e laranja
Um tremendo por de sol
De tirar lágrimas dos olhos
Sem tempo para acabar
Vivo temperado de poesia
Cada trecho tem seu sabor
Uns tormentam os ouvidos
Outros tateiam a alma
Em tom de cantiga
O troféu de mais bonito
Já tive de abdicar
Porque tem alguém que me inspira
Apenas traduzo as sensações em palavras
Quem transmite a realidade
Esta trancado dentro de nós
(26/01/08)
Não trabalho com miudezas
E tudo que faço
Tem tamanho gigante
Nas travessas por onde passo
Sempre toco o que posso
Se tiver uma chance
Me transformo em lenda
Ou talvez algum conto
Sem trocar de intensão
Meu tipo é coragem de ir
Pro topo do mundo
Num trem de possibilidades
Sou totalmente verdade
Mas tranquilo na ação
Quando tento e não consigo
Só tiro conclusões
Fico triste e observo
Que há toda uma razão
Para ter acontecido
Então termino em paz
Meu testemunho da vida
É turqueza e laranja
Um tremendo por de sol
De tirar lágrimas dos olhos
Sem tempo para acabar
Vivo temperado de poesia
Cada trecho tem seu sabor
Uns tormentam os ouvidos
Outros tateiam a alma
Em tom de cantiga
O troféu de mais bonito
Já tive de abdicar
Porque tem alguém que me inspira
Apenas traduzo as sensações em palavras
Quem transmite a realidade
Esta trancado dentro de nós
(26/01/08)
22 janeiro 2008
Nada
Queria ser nada
Mas só de querer já sou alguma coisa
Então como ser o que quero
Sem querer ser
Se eu não quiser não serei
Então não quero nada
Em não querendo sou nada
Exatamente o que quero ser
Mas sou sem querer
Não quero e sou
Mas queria não ser
Não quis e fui
Queria e não sou
E sabendo que nada sou
Já sou novamente
Então não quero saber de ser nada
Eu já não sei
Se não sei, não quero
Sem saber querer não sou ser
Não posso ser nada
Queria poder saber não ser
Mas se pudese ser
Se pudesse não querer seria saber não ser
Então poderia não ser
Sem poder, sem querer, sem saber, sem ser
Seria o que posso, o que quero, o que sei e o que sou
NADA!
(22/01/2008)
Mas só de querer já sou alguma coisa
Então como ser o que quero
Sem querer ser
Se eu não quiser não serei
Então não quero nada
Em não querendo sou nada
Exatamente o que quero ser
Mas sou sem querer
Não quero e sou
Mas queria não ser
Não quis e fui
Queria e não sou
E sabendo que nada sou
Já sou novamente
Então não quero saber de ser nada
Eu já não sei
Se não sei, não quero
Sem saber querer não sou ser
Não posso ser nada
Queria poder saber não ser
Mas se pudese ser
Se pudesse não querer seria saber não ser
Então poderia não ser
Sem poder, sem querer, sem saber, sem ser
Seria o que posso, o que quero, o que sei e o que sou
NADA!
(22/01/2008)
Servindo de Longe
Eu te vejo linda
Mas será que você é
Seja noite ou dia
Sem servir o meu café
Impossível de ser
Sempre flor perfumada
Mas possível talvez
Se for desarrumada
Pra mim basta saber
Que te quero só pra mim
Nem preisa me querer
Porque é sempre assim
Você não será minha
E te amarei só por ser
(22/11/2008)
Mas será que você é
Seja noite ou dia
Sem servir o meu café
Impossível de ser
Sempre flor perfumada
Mas possível talvez
Se for desarrumada
Pra mim basta saber
Que te quero só pra mim
Nem preisa me querer
Porque é sempre assim
Você não será minha
E te amarei só por ser
(22/11/2008)
21 janeiro 2008
Soneto do reencontro
Um dia me perdi num mar verde
Me lembro como se fosse hoje
A sereia, as pedras, o fogo
Revivendo o tempo não se perde
Então ela surge novamente
Mil vezes mais linda do que era
Sabe aquela coisa que se sente
Quando o presente é mais do que se espera
Corre logo e diz pra bela
Meu anjo sussurra em meu ouvido
Como o canto dela produzido
Naquela ilha meu porto é ela
A principal lá e aqui dentro
Minha dor mais uma vez enfrento
(20/01/2008)
Me lembro como se fosse hoje
A sereia, as pedras, o fogo
Revivendo o tempo não se perde
Então ela surge novamente
Mil vezes mais linda do que era
Sabe aquela coisa que se sente
Quando o presente é mais do que se espera
Corre logo e diz pra bela
Meu anjo sussurra em meu ouvido
Como o canto dela produzido
Naquela ilha meu porto é ela
A principal lá e aqui dentro
Minha dor mais uma vez enfrento
(20/01/2008)
09 janeiro 2008
Viajar
Vá visitar as cavernas
O escuro há de fascinar
Mas volte para a luz
Ou você para de voar
Também nas montanhas
No campo de flores
Você deve ir, fundo no
Lago de barro, de algas de cores
E a queda da água
Na pedra, na areia,
No suúrbio da cidade
De faca afiada, visite a cadeia
Não esqueça também
Da brisa de sol, do brilho do mar
Parar de conhecer a vida
É parar de viajar
Pegue o próximo trem
Pare de cavar
Porque se do pó você veio
Para o pó você há de voltar
(1998?)
O escuro há de fascinar
Mas volte para a luz
Ou você para de voar
Também nas montanhas
No campo de flores
Você deve ir, fundo no
Lago de barro, de algas de cores
E a queda da água
Na pedra, na areia,
No suúrbio da cidade
De faca afiada, visite a cadeia
Não esqueça também
Da brisa de sol, do brilho do mar
Parar de conhecer a vida
É parar de viajar
Pegue o próximo trem
Pare de cavar
Porque se do pó você veio
Para o pó você há de voltar
(1998?)
Escravos de uma sociedade
Ser escravo de uma sociedade
Simple é parar de pensar
Partir numa louca viagem
Buscar a verdade, ou simplesmente chorar
Abrir as portas, fechar os olhos
E sonhar, ir para o campo
Sem vida, sem nome
De paredes brancas e teto azul
Subir as escadas sem descer
Os degraus de pedra escorregam
Você, aberto, se fecha
E eles mandam, te ordenam
Volte para a mamãe
Criancinha malvada
É o que dizem pro menino
Surdo mudo, de cabeça raspada
É isso que faz da vida
Uma grande caçada
Que vença o melhor escravo
Na fuga da nossa cenzala
(1998?)
Simple é parar de pensar
Partir numa louca viagem
Buscar a verdade, ou simplesmente chorar
Abrir as portas, fechar os olhos
E sonhar, ir para o campo
Sem vida, sem nome
De paredes brancas e teto azul
Subir as escadas sem descer
Os degraus de pedra escorregam
Você, aberto, se fecha
E eles mandam, te ordenam
Volte para a mamãe
Criancinha malvada
É o que dizem pro menino
Surdo mudo, de cabeça raspada
É isso que faz da vida
Uma grande caçada
Que vença o melhor escravo
Na fuga da nossa cenzala
(1998?)
06 janeiro 2008
Eu gosto
Surgi daqui e de lá
Partirá alguém que conhece
Todos os lugares por onde
Passei, sei não, acontece.
Veria o estranho e o chamaria
Vem cá senhor, me guia
Estou voando, então sorrindo
Loucuras, Sonhos, Dividindo
Trovejando, a luz do mar
Espanta as cores e diz
Corra, agora, ela quis
Não pôde, lá fui eu, ajudar
Quando com tudo de joga
Numa tentativa de proteção
Em tudo, para sempre, em vão
Vamos, ou não?
Estou esperando. Nome?
Karinho vindo de alguém
Importante para o mundo
Livre, mais do que ninguém
Isso vai marcar, inda' bem
(escrita em mar/1999, encontrada em jan/2007 colada por dentro do corpo do meu violão)
Partirá alguém que conhece
Todos os lugares por onde
Passei, sei não, acontece.
Veria o estranho e o chamaria
Vem cá senhor, me guia
Estou voando, então sorrindo
Loucuras, Sonhos, Dividindo
Trovejando, a luz do mar
Espanta as cores e diz
Corra, agora, ela quis
Não pôde, lá fui eu, ajudar
Quando com tudo de joga
Numa tentativa de proteção
Em tudo, para sempre, em vão
Vamos, ou não?
Estou esperando. Nome?
Karinho vindo de alguém
Importante para o mundo
Livre, mais do que ninguém
Isso vai marcar, inda' bem
(escrita em mar/1999, encontrada em jan/2007 colada por dentro do corpo do meu violão)
29 dezembro 2007
Amor a primeira vista
?
.
.
.
- Oi gatinha!
- Fui buscar sua lanterna. Nossa a areia muito quente
...
- O que você escreve nesse caderno?
- ... ?
- Xereta eu, né?
- ... nada de importante
- Segredo? Poesia? ...
- Escrevi muito pouco... olha... só isso...
- É sempre bom, em viagens como essa leva um carderno, mesmo que seja pra escrever pouco...
.
.
.
?
- Quer, Daniel?
(Quero...)
- Não obrigado.
.
.
.
- Você não acredita em amor a primeira vista
- Acredito, mas dele não. E você?
- Eu acredito no amor
- Mas e no amor a primeira vista?
- ...
- ...
- Assim, no amor a primeira vista que você está falando, sim, acredito, mas na - verdade não é a primeira vista...
- Como assim?
- ...
(jan/2004)
.
.
.
- Oi gatinha!
- Fui buscar sua lanterna. Nossa a areia muito quente
...
- O que você escreve nesse caderno?
- ... ?
- Xereta eu, né?
- ... nada de importante
- Segredo? Poesia? ...
- Escrevi muito pouco... olha... só isso...
- É sempre bom, em viagens como essa leva um carderno, mesmo que seja pra escrever pouco...
.
.
.
?
- Quer, Daniel?
(Quero...)
- Não obrigado.
.
.
.
- Você não acredita em amor a primeira vista
- Acredito, mas dele não. E você?
- Eu acredito no amor
- Mas e no amor a primeira vista?
- ...
- ...
- Assim, no amor a primeira vista que você está falando, sim, acredito, mas na - verdade não é a primeira vista...
- Como assim?
- ...
(jan/2004)
Menina Baiana
Menina bonita
Do jeito baiano
Do beijo nos lábios
A rosa do mar
Rosto de Iemanjá
Bela, tão bela, tão linda
Morena de sol e de praia
Te amei no dia
E na noite de nós dois
Nada no meio
Batia forte o amor
Nossas almas e as estrelas
Nas ondas do mar
No sabor baiano
De lábios de mel
Melado de bem, entre nós
Nada além de amor
Eternas almas, ele, ela
Nós dois, eles de lado
Todos de lado, só nos dois
Na praia do sol
Nas ondas do mar
(mar/04)
Do jeito baiano
Do beijo nos lábios
A rosa do mar
Rosto de Iemanjá
Bela, tão bela, tão linda
Morena de sol e de praia
Te amei no dia
E na noite de nós dois
Nada no meio
Batia forte o amor
Nossas almas e as estrelas
Nas ondas do mar
No sabor baiano
De lábios de mel
Melado de bem, entre nós
Nada além de amor
Eternas almas, ele, ela
Nós dois, eles de lado
Todos de lado, só nos dois
Na praia do sol
Nas ondas do mar
(mar/04)
Soluçamba
Solução pra mim é um sol de samba
Mi faz bm de um fá no set
E um lá em retrocesso que eu vivi
Diminue a sua voz e
Si consola, sola, traz o seu
Swing a cor, tão preguiçosa dor
Resolve então pra mim
Soluçamba, soluçamba...
Se eu sistematizar a minha vida
Me aprisionar sem paz no seu estilo
Mostre a sua intensão
E um som que avisará
Soluçamba, Soluçamba...
(mai/2006 - colaborações Pedro Celestino e Eduardo Karpat)
Mi faz bm de um fá no set
E um lá em retrocesso que eu vivi
Diminue a sua voz e
Si consola, sola, traz o seu
Swing a cor, tão preguiçosa dor
Resolve então pra mim
Soluçamba, soluçamba...
Se eu sistematizar a minha vida
Me aprisionar sem paz no seu estilo
Mostre a sua intensão
E um som que avisará
Soluçamba, Soluçamba...
(mai/2006 - colaborações Pedro Celestino e Eduardo Karpat)
A lei da vida
A vida é uma mistura de cores
E momentos de música e silêncio
Vários verbos e verdades vivem
As pessoas se unem e se desunem
Os lugares nunca são os mesmos
Essa nossa geração tem a missão
De expandir a consciência integral
Nossas ações devem ser de dentro
Pra fora sinceras e verdadeiras
Jogando longe todas as máscaras
A casca que cobre a casca que
Cobre a casca que cobre a alma
Não precisamos de drogas para sermos
Nós mesmos somos o que somos
Temos amigos, temos a música e o sol
Temos eles, nossos criadores
Que dentro de nós estarão
Sempre vivos, nossa existência
É fruto do calor que um dia
Em algum lugar, por alguma razão
Exitiu, lá estava e assim foi
(mai/2006)
E momentos de música e silêncio
Vários verbos e verdades vivem
As pessoas se unem e se desunem
Os lugares nunca são os mesmos
Essa nossa geração tem a missão
De expandir a consciência integral
Nossas ações devem ser de dentro
Pra fora sinceras e verdadeiras
Jogando longe todas as máscaras
A casca que cobre a casca que
Cobre a casca que cobre a alma
Não precisamos de drogas para sermos
Nós mesmos somos o que somos
Temos amigos, temos a música e o sol
Temos eles, nossos criadores
Que dentro de nós estarão
Sempre vivos, nossa existência
É fruto do calor que um dia
Em algum lugar, por alguma razão
Exitiu, lá estava e assim foi
(mai/2006)
Coragem
Na ponta da madrugada
Uma brisa arde em mim
Resistindo a minha jornada
Ouço a vo de um querubim
Não desista me diz ele
Abra agora o coração
Sua vida continua
Sorte hoje é solidão
Que amanhã num outro dia
Sonharás de novo então
Outro sonho satisfeito
Ontem sem explicação
(abr/2006)
Uma brisa arde em mim
Resistindo a minha jornada
Ouço a vo de um querubim
Não desista me diz ele
Abra agora o coração
Sua vida continua
Sorte hoje é solidão
Que amanhã num outro dia
Sonharás de novo então
Outro sonho satisfeito
Ontem sem explicação
(abr/2006)
22 dezembro 2007
Presente do destino
Algumas coisas estão para acontecer
Estão mesmo
Talvez o mundo acabe amanhã
Mas é mais provável que as coisas que estão para acontecer o
O impessam de acabar
Agora nem me pergunte o que são coisas
Pode ser tanta coisa
Como pode não ser nada
Afinal, a imaginação nos leva a todos os tipos de lugares
Alguns nós nunca visitamos na vida
Outros, o destino nos dá de presente
O destino sempre está disposto a nos dar presentes
Porém ele nunca casa com a nossa imaginação
Agora resta saber se o presente
Que estou recebendo agora vem do destino
Ou faz parte da minha imaginação
(mar/1999)
Estão mesmo
Talvez o mundo acabe amanhã
Mas é mais provável que as coisas que estão para acontecer o
O impessam de acabar
Agora nem me pergunte o que são coisas
Pode ser tanta coisa
Como pode não ser nada
Afinal, a imaginação nos leva a todos os tipos de lugares
Alguns nós nunca visitamos na vida
Outros, o destino nos dá de presente
O destino sempre está disposto a nos dar presentes
Porém ele nunca casa com a nossa imaginação
Agora resta saber se o presente
Que estou recebendo agora vem do destino
Ou faz parte da minha imaginação
(mar/1999)
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