Eu sou meu próprio ouvido
Eu sou quem ouve o outro
Quem ouve o que houve
Eu não sou minha própria fala
Minha fala é o que dela escuta o outro
Não só o que ouve o outro
Mas o que houve dentro do que ouve
(Atibaia - 28/05/10)
30 maio 2010
24 dezembro 2009
Ai fone
Ai foi-se
Ai fofo
Ai foge
Ai fonte
Ai fosco
Ai fole
Ai forno
Ai fogo
Ai fome
Ai fosso
Ai foice
Ai foto
Ai forma
Ai foste
Ai forma
Ai forca
Ai força
Ai forte
Ai fono
Ai fone
Ai foda
Ai fofo
Ai foge
Ai fonte
Ai fosco
Ai fole
Ai forno
Ai fogo
Ai fome
Ai fosso
Ai foice
Ai foto
Ai forma
Ai foste
Ai forma
Ai forca
Ai força
Ai forte
Ai fono
Ai fone
Ai foda
24 novembro 2009
Pássaro de Aço
Eu só quero te levar
Para o canto mais bonito
Não sou mais do que você
Sou apenas um amigo
Dentro de mim você está
E voando só eu sei
Essa é a forma de viver
Então deixe-se levar
É seguro, isso eu sei
Juntos iremos chegar
Nossas forças quero unir
Muito longe é bem ao lado
Medo é bom me faz sentir
Não tem fim, é só lutar
Vem comigo para o céu
Que eu te volto lá do ar
Para um chão bem bem macio
E assim sempre será
(rumo a Foz do Iguaçu - 31/10/2009)
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11 novembro 2009
Homenagem à Pessoa
Quando não temos rumo
É quando de fato escolhemos
Se já sei para onde estou indo
Simplesmente vou
Se não sei, escolho
E aí sim posso ir
Ir, ir, ir
Se, escolha, só por ir
Puro ir
Tira a Lógica
Tira a forma
Vai
Save o sábio?
Sua última cartada é colher
Flores ao sol quente
E quem te vê?
O homem do outro lado da rua
Em frente a tabacaria
Seu suor pinga ao rosto
Nem sequer si sente só
Junto a tantos outros que correm sem rumo
Você é apenas o outro
No outro si vê?
Quem o outro si vê?
Sem senso, cinsero.
Lá em cima, do alto de uma palmeira, ôôôô sabiá
Volta aqui menino, seu lugar no céu está reservado
Que céu? Aquele céu
Seu. Atravessado de girassóis e borboletas sem cor nem movimento
Corram! Plástico!
E volta o silêncio
O som mais intolerado pelo ser que se acha humano
(São Paulo - 17/06/2009)
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02 novembro 2009
Refatorando
Refatorando e agindo para transformar e sentir
Re-fatora e age. Transformar em sentimento
Fatoração e reação. Formar sensação
Refatoração e ação em forma de sensação
Ação em forma, refatoração sentida
Formação, refaz coração sente
Transformação e coração quente
Força, cor, ação em ti
Fora, são cores em ti
São cor, e sente
Sem ti
Som
(São Paulo - 19/06/2009)
27 maio 2009
Lançamento do livro PARA TODOS
É com grande alegria que anuncio o lançamento oficial do meu primeiro livro: PARA TODOS. O livro é a materialização desse blog. Gostaria de agradecer todos os leitores pelo feedback durante todo esse processo. O lançamento, tarde de autógrafos será na Livraria Cultura do Shopping Vila Lobos, com direito a vinho e show musical do Trio Dellaz. Também farei a leitura de algumas poesias.
Todos são muito bem vindos nesse grande evento!

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23 dezembro 2008
A-VI-ÃO
Aqui
Onde tudo acontece
E nada me acontece
Eu sou não
E nós
Antes da última volta
Da saída pela porta
Somos só ilusão
Comissários
Preparem para decolar
Essa Pessoa não conheceu.
Meu ponto no espaço
Minha alma cansada
Imoralmente desapareceu
Sou secreto
Ou coragem
Sou seleto
Ou vulgar
Não me importa, sou caminho
De troca, de salto, de voto
Escolho o que como
Escolho o que gosto
Entre ruas, e pistas e rotas
Descubro que em tudo nada me sobra
Sou eco do vácuo
Sem asa nem cauda
(São Francisco - 16/11/2008)
Onde tudo acontece
E nada me acontece
Eu sou não
E nós
Antes da última volta
Da saída pela porta
Somos só ilusão
Comissários
Preparem para decolar
Essa Pessoa não conheceu.
Meu ponto no espaço
Minha alma cansada
Imoralmente desapareceu
Sou secreto
Ou coragem
Sou seleto
Ou vulgar
Não me importa, sou caminho
De troca, de salto, de voto
Escolho o que como
Escolho o que gosto
Entre ruas, e pistas e rotas
Descubro que em tudo nada me sobra
Sou eco do vácuo
Sem asa nem cauda
(São Francisco - 16/11/2008)
17 dezembro 2008
Dispenso
Nem lembro mais do devaneio da manhã
Era algum sonho, algum ponto de encontro
Sofri todas as ações do tempo do dia de hoje
E voltei a outro ponto de encontro
Será este outro mesmo?
Por que não o mesmo?
Me pergunto se a faca da razão
Não me corta o fio da liberdade que resta
E imerso num pensar sem fim
Me esqueço de sentir o que sinto
E não sentindo me esqueço de ser o que sou
Sou pensamento perdido
Me sinto perdido
E quando me encontro
(como entre essas palavras)
é porque parei de pensar.
05/08/2008 - São Paulo
Era algum sonho, algum ponto de encontro
Sofri todas as ações do tempo do dia de hoje
E voltei a outro ponto de encontro
Será este outro mesmo?
Por que não o mesmo?
Me pergunto se a faca da razão
Não me corta o fio da liberdade que resta
E imerso num pensar sem fim
Me esqueço de sentir o que sinto
E não sentindo me esqueço de ser o que sou
Sou pensamento perdido
Me sinto perdido
E quando me encontro
(como entre essas palavras)
é porque parei de pensar.
05/08/2008 - São Paulo
10 dezembro 2008
Alto-falante
Grita fala
A boca chora
A boca come
E masca a carne
E cospe fora
E baba rala
E mexe a barba
De pêlo claro
Que tal beijá-la
Beber sua água
Soltar risada
Os lábios riem
Os lábios calam
A língua lambe
E leva lava
De calda quente
Se queima toda
Me morde mesmo
Me suga o sangue
A boca diz
Palavra muda
Si muda a forma
E move a alma
A boca para
05/08/2008 - São Paulo
A boca chora
A boca come
E masca a carne
E cospe fora
E baba rala
E mexe a barba
De pêlo claro
Que tal beijá-la
Beber sua água
Soltar risada
Os lábios riem
Os lábios calam
A língua lambe
E leva lava
De calda quente
Se queima toda
Me morde mesmo
Me suga o sangue
A boca diz
Palavra muda
Si muda a forma
E move a alma
A boca para
05/08/2008 - São Paulo
02 dezembro 2008
Ser Xeique
Ela veio em peitos de sempre
Só que peitos menores vieram
E junto com peitos perfeitos que eram
Outras de ela trouxeram
E em mar de muleres bem quente
Mãos dadas e olhares curiosos
E eu a dizer indiferenças
Com todas sorrindo ao meu lado
Aí tinha uma moreninha
Bem tranqüila e sorridente
As mãos dadas eram ela
(Dadas as dela a mim,
não a minha às dela)
Sou xeique das arábias
Sou simples e alegre
Conto histórias de entretenimento
Conto sonhos de sonhos que invento
05/08/2008 - São Paulo
Só que peitos menores vieram
E junto com peitos perfeitos que eram
Outras de ela trouxeram
E em mar de muleres bem quente
Mãos dadas e olhares curiosos
E eu a dizer indiferenças
Com todas sorrindo ao meu lado
Aí tinha uma moreninha
Bem tranqüila e sorridente
As mãos dadas eram ela
(Dadas as dela a mim,
não a minha às dela)
Sou xeique das arábias
Sou simples e alegre
Conto histórias de entretenimento
Conto sonhos de sonhos que invento
05/08/2008 - São Paulo
14 setembro 2008
Hoje
Vivo na encruzilhada do desejo
Escravo de mil fantasias
Eu as crio e nelas me deleito
Sinto da vida todas as delícias
Não posso realizar nenhuma delas
No mundo que acontece fora de mim
Mas dentro do meu pensamento
Vou com elas até o fim
Posso contar história, amar outras fora ela
Matar um homem, mudar meu sexo
Ser imoral, esfaquear meu próprio peito
Flutuar no mar, compor um concerto
Tudo eu posso, tenha ou não um nexo
Hoje eu quero beijar minha amante
E sentir na pele a dor de morrer
Hoje
O mundo infinito do meu pensamento
26/05/2008 - São Paulo
Escravo de mil fantasias
Eu as crio e nelas me deleito
Sinto da vida todas as delícias
Não posso realizar nenhuma delas
No mundo que acontece fora de mim
Mas dentro do meu pensamento
Vou com elas até o fim
Posso contar história, amar outras fora ela
Matar um homem, mudar meu sexo
Ser imoral, esfaquear meu próprio peito
Flutuar no mar, compor um concerto
Tudo eu posso, tenha ou não um nexo
Hoje eu quero beijar minha amante
E sentir na pele a dor de morrer
Hoje
O mundo infinito do meu pensamento
26/05/2008 - São Paulo
Sonho da reconciliação
Era o amor da minha vida
E uma criança ao seu lado
Já passou, já se foi
Mas só la fora
Aqui em mim ela ainda quer viver
Insiste em aparecer
Me confundir em mil significados
Pergunto o que ela faz aqui
Se ela veio em meu sonho
Está no que há de mais fundo
Lá foi lindo, eu fui até ela
Realizar meu mais escondido desejo
De fazer as pazes com seu coração
E foi que tudo ficou bem
Tínhamos juntos uma missão maior
Seus olhos não quis perder
Sua criança veio e me abraçou
Disse que a impediram de me ver
Agora já acordei e tudo se acalmou.
26/05/2008 - São Paulo
E uma criança ao seu lado
Já passou, já se foi
Mas só la fora
Aqui em mim ela ainda quer viver
Insiste em aparecer
Me confundir em mil significados
Pergunto o que ela faz aqui
Se ela veio em meu sonho
Está no que há de mais fundo
Lá foi lindo, eu fui até ela
Realizar meu mais escondido desejo
De fazer as pazes com seu coração
E foi que tudo ficou bem
Tínhamos juntos uma missão maior
Seus olhos não quis perder
Sua criança veio e me abraçou
Disse que a impediram de me ver
Agora já acordei e tudo se acalmou.
26/05/2008 - São Paulo
31 maio 2008
A Descida
Hoje eu desci a via em dois ciclos
Um clico na frente e outro de carona
Ligados pela corrente que faz
O vôo dos meus pés
De ágil às ruas
Tão frágil nas palavras
Querendo ligar e relacionar
O lógico com o mole
O imoral com a vida
Flutuam nas rimas
Des-rimas sentidas
Olhando claramente quão longe de lá
Longe está, meu pensar e meu pesar
Sonhos, vertigens, suspiros
Controle de regras fatídicas
De golpes cruzados e vazios
Um sopro de lucidez
Luz e paralepsia
Conversas de um solto no cosmo
Um louco de origem, desnudo, solfista
Filosofia de restos de palha
São crias, são frias e velhas
Fedidas e lindas poesias
No ouro de ouvidos atentos me guio
Me expresso, me roubam a única coisa que resta
Só festa se fazem às minhas custas
Estou preso, direto para o poço me levam
Malditas cuspidas eu levo
Sou bicho, sou néctar divino
Descalço na via que desço
De ciclos e correntes que ligam
Tudo isso, o inferno do dia
Solteiro e legítimo broto de merda
Puríssimo como se apenas pronto
Feito só para servir
25/05/2008 - São Paulo
Um clico na frente e outro de carona
Ligados pela corrente que faz
O vôo dos meus pés
De ágil às ruas
Tão frágil nas palavras
Querendo ligar e relacionar
O lógico com o mole
O imoral com a vida
Flutuam nas rimas
Des-rimas sentidas
Olhando claramente quão longe de lá
Longe está, meu pensar e meu pesar
Sonhos, vertigens, suspiros
Controle de regras fatídicas
De golpes cruzados e vazios
Um sopro de lucidez
Luz e paralepsia
Conversas de um solto no cosmo
Um louco de origem, desnudo, solfista
Filosofia de restos de palha
São crias, são frias e velhas
Fedidas e lindas poesias
No ouro de ouvidos atentos me guio
Me expresso, me roubam a única coisa que resta
Só festa se fazem às minhas custas
Estou preso, direto para o poço me levam
Malditas cuspidas eu levo
Sou bicho, sou néctar divino
Descalço na via que desço
De ciclos e correntes que ligam
Tudo isso, o inferno do dia
Solteiro e legítimo broto de merda
Puríssimo como se apenas pronto
Feito só para servir
25/05/2008 - São Paulo
Sussurro do ser desprezado
Estou apaixonado
mas não aconteceu como eu queria
É a coisa errada
Me sinto preso, encurralado
Obrigado a viver essa história de amor
Tudo começou há pouco tempo
Tinha acabado de sair de uma febre brava
Estava renovado, pronto para o novo
Então ela veio, me tirou da minha vida
Lentamente se apossou de mim
Sem que houvesse de mim a menor percepção
Me seduziu com promessas
Me deu sombra e águas calmas
Me viciou
Agora não quero mais, já sei disso
Mas não posso sair de repente
Não quero sofrer
Não posso decepcioná-la
E nem sei para onde ir
Afinal, ela me dá coisas boas
Então vou me aproveitar dela
Assim como ela se aproveita de mim
Só espero não me viciar mais
Talvez um dia ela mude
Mas eu não devo esperar esse dia chegar
Ah... se ela me deixasse ser o que quero
Se me deixasse livre para sonhar e fazê-la feliz
Mas não! Está muito preocupada com suas coisas
Não tem tempo para mim, nem me olha direito
Nem percebe o quanto sou apaixonado
Isso vai passar, ah vai!
E quando ela perceber, eu já estarei bem longe
Voltarei a ser o que sou
Continuarei minha criação
E meus frutos não serão dela
Terei outra, darei tudo à outra
Isso enquanto a outra deixar
Eu ser o que sou
25/05/2008 - São Paulo
mas não aconteceu como eu queria
É a coisa errada
Me sinto preso, encurralado
Obrigado a viver essa história de amor
Tudo começou há pouco tempo
Tinha acabado de sair de uma febre brava
Estava renovado, pronto para o novo
Então ela veio, me tirou da minha vida
Lentamente se apossou de mim
Sem que houvesse de mim a menor percepção
Me seduziu com promessas
Me deu sombra e águas calmas
Me viciou
Agora não quero mais, já sei disso
Mas não posso sair de repente
Não quero sofrer
Não posso decepcioná-la
E nem sei para onde ir
Afinal, ela me dá coisas boas
Então vou me aproveitar dela
Assim como ela se aproveita de mim
Só espero não me viciar mais
Talvez um dia ela mude
Mas eu não devo esperar esse dia chegar
Ah... se ela me deixasse ser o que quero
Se me deixasse livre para sonhar e fazê-la feliz
Mas não! Está muito preocupada com suas coisas
Não tem tempo para mim, nem me olha direito
Nem percebe o quanto sou apaixonado
Isso vai passar, ah vai!
E quando ela perceber, eu já estarei bem longe
Voltarei a ser o que sou
Continuarei minha criação
E meus frutos não serão dela
Terei outra, darei tudo à outra
Isso enquanto a outra deixar
Eu ser o que sou
25/05/2008 - São Paulo
03 maio 2008
Yara
Queria que você se visse
E sentisse o que eu sinto
Seu corpo se derreteria então
Derretido de pão faminto
Não há necessidade alguma
Só seu sorriso já contenta
Mas o coração também esquenta
Inspira leve como pluma
Sabia que seu sussurro é ouro?
Me faz cobiçar como um bravo touro
Te levar no peito pela eternindade
Se quiser a gente inventa
Um mar branco de espuma
Onde amar brinca de verdade
(Caraíva - 28/01/08)
E sentisse o que eu sinto
Seu corpo se derreteria então
Derretido de pão faminto
Não há necessidade alguma
Só seu sorriso já contenta
Mas o coração também esquenta
Inspira leve como pluma
Sabia que seu sussurro é ouro?
Me faz cobiçar como um bravo touro
Te levar no peito pela eternindade
Se quiser a gente inventa
Um mar branco de espuma
Onde amar brinca de verdade
(Caraíva - 28/01/08)
30 abril 2008
Procurando
Estou tentando olhar a dor
É sempre a mesma coisa
Se não saiu como eu queria
Não gosto, não quero
Gasto muita energia
Se foi tudo maravilhoso
Me exalto, me apego, quero mais
O que foi bom se vai
Gasto muita energia
Mas qual a razão de viver então?
Não consigo abdicar
Tenho medo desse desconhecido nada
Não posso acreditar no que me parece ser real
O fato de não haver alguém em mim
O que aconteceria se eu fosse fundo?
Enlouquecido num objetivo sem objetivo
Morreria antes de medo
De não ser quem eu penso ser
Estou todo errado
Brincando de ser
Jogando com as sensações que vem e vão
Mas e se for certo isso
Se houver sentido de ser assim
Uma brincadeira, somente um jogo complexo e gigante
Sem começo nem fim
(São Paulo - 01/04/2008)
É sempre a mesma coisa
Se não saiu como eu queria
Não gosto, não quero
Gasto muita energia
Se foi tudo maravilhoso
Me exalto, me apego, quero mais
O que foi bom se vai
Gasto muita energia
Mas qual a razão de viver então?
Não consigo abdicar
Tenho medo desse desconhecido nada
Não posso acreditar no que me parece ser real
O fato de não haver alguém em mim
O que aconteceria se eu fosse fundo?
Enlouquecido num objetivo sem objetivo
Morreria antes de medo
De não ser quem eu penso ser
Estou todo errado
Brincando de ser
Jogando com as sensações que vem e vão
Mas e se for certo isso
Se houver sentido de ser assim
Uma brincadeira, somente um jogo complexo e gigante
Sem começo nem fim
(São Paulo - 01/04/2008)
26 abril 2008
A morte é uma violência?
Somos a morte a todo momento
A morte que cala, a morte que fala
A morte que anda, a morte que para
A morte que come, que morre de fome
A morte que canta, que morre de medo
A morte que acorda e morre mais cedo
A morte que sonha, a morte que vive
A morte da vida, a morte que morre
(São Paulo - 09/04/2008)
A morte que cala, a morte que fala
A morte que anda, a morte que para
A morte que come, que morre de fome
A morte que canta, que morre de medo
A morte que acorda e morre mais cedo
A morte que sonha, a morte que vive
A morte da vida, a morte que morre
(São Paulo - 09/04/2008)
Do que é que se trata
Só trabalho de trabalho
Que trabalho me esbugalho
Quebro o galho me atrapalho
Mas não falho nem me canso
Tem reunião de reunião
Que reunião não abro mão
De discussão aprovação
E solução não tem descanso
Não sei dormir só produzir
Mais investir me instruir
E progredir pra onde ir
Não vou medir nenhum esforço
Para parar paralizar
De trabalhar vou disparar
Do chão pro ar me preparar
Pra programar roendo o osso
Sou animal que toca o pau
E não faz mal não ter sinal
No meu ramal de alguém normal
Isso é legal e não é pouco
Trabalho assim não é pra mim
É que compus sombra sem luz
Você já viu é como um rio
Um não sem til correndo louco
(São Paulo - 10/03/2008)
Que trabalho me esbugalho
Quebro o galho me atrapalho
Mas não falho nem me canso
Tem reunião de reunião
Que reunião não abro mão
De discussão aprovação
E solução não tem descanso
Não sei dormir só produzir
Mais investir me instruir
E progredir pra onde ir
Não vou medir nenhum esforço
Para parar paralizar
De trabalhar vou disparar
Do chão pro ar me preparar
Pra programar roendo o osso
Sou animal que toca o pau
E não faz mal não ter sinal
No meu ramal de alguém normal
Isso é legal e não é pouco
Trabalho assim não é pra mim
É que compus sombra sem luz
Você já viu é como um rio
Um não sem til correndo louco
(São Paulo - 10/03/2008)
Meditação
Pra cantar e ser ouvido nessa vida
Só gritar não adianta
Tem que ser mais do que isso
Nem Enfeitar bem por fora não resolve
Nem melhora pois na alma
É que está o que importa
Se a tua alma é de artista e sonhadora
Vem me abraça e vamo'embora
Isso é tudo que preciso
Com você e pelo mundo eu faço agora
Me acabo, me esfolo
Mas eu chego onde quero
Você veio pr'esse mundo qual motivo
Deve haver senão criarmos
Algo novo e muito belo
Só criando e refletindo o que se cria
Desfazendo e refazendo
Todo tempo é precioso
Sua ordem é liberdade pensamento
Pé na arte e mãos pra cima
Põe poesia no teu dia
Eu só tenho uma certeza tudo muda
Vai girando tudo passa
Se transforma a toda hora
Tanto o bom e agradável
Quanto o ruim e doloroso se acaba
Seja cedo, seja tarde
O que traz muitos prazeres vai embora
E o que causa dor intensa
Passará da mesma forma
O segredo, como disse o velho mestre
É olhar o que acontece
Sem querê-lo diferente
(São Paulo - 15/03/08)
Só gritar não adianta
Tem que ser mais do que isso
Nem Enfeitar bem por fora não resolve
Nem melhora pois na alma
É que está o que importa
Se a tua alma é de artista e sonhadora
Vem me abraça e vamo'embora
Isso é tudo que preciso
Com você e pelo mundo eu faço agora
Me acabo, me esfolo
Mas eu chego onde quero
Você veio pr'esse mundo qual motivo
Deve haver senão criarmos
Algo novo e muito belo
Só criando e refletindo o que se cria
Desfazendo e refazendo
Todo tempo é precioso
Sua ordem é liberdade pensamento
Pé na arte e mãos pra cima
Põe poesia no teu dia
Eu só tenho uma certeza tudo muda
Vai girando tudo passa
Se transforma a toda hora
Tanto o bom e agradável
Quanto o ruim e doloroso se acaba
Seja cedo, seja tarde
O que traz muitos prazeres vai embora
E o que causa dor intensa
Passará da mesma forma
O segredo, como disse o velho mestre
É olhar o que acontece
Sem querê-lo diferente
(São Paulo - 15/03/08)
26 março 2008
Uma amiga
Você está ao meu lado
Bem agora no momento que preciso
É tudo que podia ter me dado
E eu te agradeço com a alma
Você nem sabe o valor que te dou
Me fazendo ficar nessa calma
Que depois dessa conversa me tomou
De repente da inspiração vazia
Voce me touxe o êxtase da emoção
Devolveu a mim minha própria vida
Acalentou e iluminou meu coração
(São Paulo - 22/11/2007)
Bem agora no momento que preciso
É tudo que podia ter me dado
E eu te agradeço com a alma
Você nem sabe o valor que te dou
Me fazendo ficar nessa calma
Que depois dessa conversa me tomou
De repente da inspiração vazia
Voce me touxe o êxtase da emoção
Devolveu a mim minha própria vida
Acalentou e iluminou meu coração
(São Paulo - 22/11/2007)
05 março 2008
Índia
Se no futuro você for meu pensamento
Será presente para aquele momentoSerá fogo para aquecer a alma
Lembrarei de você se estiver longePara saber onde o amor se esconde
E sua imagem me trará calmaMas não nego imaginar
Que nosso futuro não será só sonhoQueria você ao meu lado para sempre
Pra ter isso não me envergonho
Só tenho um medo de tentarE convidar para que entre
Esses seus gestos singelos
Bilhetinhos de puro carinhoFicam formando vários elos
Meu corpo vai-se dissolvendo
E arrepios tomam contaVocê já ficou tonta?
É bem isso que estou vivendoDesde que cruzou o meu caminho
Uma índia de um jeitinhoQue eu não sei, mas aprendo
(Caraíva - 30/01/08)
25 fevereiro 2008
Doce Separação
Não deu para esperar seu tempo
Mas como ele volta e nem é seu
Eu volto, outra vida tento
Você não aguarde, lhe busco, lhe acho
Tudo que imaginamos não houve no mundo
Mas vivemos nos sonhos
Fique com seus sonhos, eles são lindos
Os meus por você também foram
Se o real não bateu, o que foi real serviu
Um ramo de flores lhe ofereço
Um olhar profundo que não tivemos
Leve meu olhar e o perfume das flores
Estou certo de que continuará linda
Lhe sou cordial, voto no bem
Um abraço bem quente e demorado
Um laço invisível de carinho
De mim para você
(São Paulo - 19/02/2008)
Mas como ele volta e nem é seu
Eu volto, outra vida tento
Você não aguarde, lhe busco, lhe acho
Tudo que imaginamos não houve no mundo
Mas vivemos nos sonhos
Fique com seus sonhos, eles são lindos
Os meus por você também foram
Se o real não bateu, o que foi real serviu
Um ramo de flores lhe ofereço
Um olhar profundo que não tivemos
Leve meu olhar e o perfume das flores
Estou certo de que continuará linda
Lhe sou cordial, voto no bem
Um abraço bem quente e demorado
Um laço invisível de carinho
De mim para você
(São Paulo - 19/02/2008)
Transição
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Acordei gritando...
(São Paulo - 07/02/2008)
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Acordei gritando...
(São Paulo - 07/02/2008)
16 fevereiro 2008
Hoje o mundo pode acabar
Acordei no dia da criação
Levantei meus olhos para o céu
E pedi, preparei meu coração
Embrulhei com laço e papel
Disse então que de olhos em fechados
Ficaria assim até quando for
Até o dia do fim do mundo
E o abriria só pra ver o que restou
A primeira luz que quero ver
É da tua voz cantando ao meu lado
Isso é tudo que eu queria ter
Hoje o mundo vai acabar
Hoje o mundo pode acabar
Não me importa, eu tenho você
(São Paulo - 14/02/08)
Levantei meus olhos para o céu
E pedi, preparei meu coração
Embrulhei com laço e papel
Disse então que de olhos em fechados
Ficaria assim até quando for
Até o dia do fim do mundo
E o abriria só pra ver o que restou
A primeira luz que quero ver
É da tua voz cantando ao meu lado
Isso é tudo que eu queria ter
Hoje o mundo vai acabar
Hoje o mundo pode acabar
Não me importa, eu tenho você
(São Paulo - 14/02/08)
Fim do mundo I
Vou fechar os olhos
E abrir antes do fim do mundo
Quando isso for
A primeira imagem
Que quero ver
É a de você
Ao meu lado
Aí o mundo pode acabar
(São Paulo - 10/02/08)
E abrir antes do fim do mundo
Quando isso for
A primeira imagem
Que quero ver
É a de você
Ao meu lado
Aí o mundo pode acabar
(São Paulo - 10/02/08)
Casa das Sombras
Paralisei depois do sono de milhares de léguas
Cansei de andar tamanha distância
No emaranhado de pesadelos não tive trégua
Nem pela dor de passar por minha infância
Pensei que não conseguiria nunca mais me levantar
Encurralado na casa do sonho
Corri, abri, bati, tranquei e segurei as portas
Esse ritmo de medo não acompanho
Soltei um grito mudo com as mãos no pé do ouvido
Meu silêncio não me deixou falar
Acordei crente que desta vez tinha morrido
De que passei ferido de ter vivido
Nada que a gente novamente verá
Depois as amarras foram me abandonando
Em lento movimento me postei falando
Lembrando que o pior passou, se foi
Mas que outra noite certamente voltará
(Caraíva - 02/02/08)
Cansei de andar tamanha distância
No emaranhado de pesadelos não tive trégua
Nem pela dor de passar por minha infância
Pensei que não conseguiria nunca mais me levantar
Encurralado na casa do sonho
Corri, abri, bati, tranquei e segurei as portas
Esse ritmo de medo não acompanho
Soltei um grito mudo com as mãos no pé do ouvido
Meu silêncio não me deixou falar
Acordei crente que desta vez tinha morrido
De que passei ferido de ter vivido
Nada que a gente novamente verá
Depois as amarras foram me abandonando
Em lento movimento me postei falando
Lembrando que o pior passou, se foi
Mas que outra noite certamente voltará
(Caraíva - 02/02/08)
Cem palavras
Chegou o êxtase
É vento e brasa pra tudo que é lado
Roda gira e fica tonto
É sorriso de canto a canto
Salada de cores e cheiros
Doce, simpático
Dos de melhor o melhor
Bofetada para o inesquecimento
O sol de todas as estrelas
É muita, é mais, ainda mais
Um horizonte de agradáveis sensações
Divinas, certas e divinas vidas
Montes de melodias meteoros
Montros da música que arrepia
E arde a pele
Revoo de panos e carne
Com rosto pingado
Um néctar, suco concentrado
Que pega na boca salivada
Leva o céu dentro do céu
Chegou o êxtase
É vento e brasa pra tudo que é lado
Roda gira e fica tonto
É sorriso de canto a canto
Salada de cores e cheiros
Doce, simpático
Dos de melhor o melhor
Bofetada para o inesquecimento
O sol de todas as estrelas
É muita, é mais, ainda mais
Um horizonte de agradáveis sensações
Divinas, certas e divinas vidas
Montes de melodias meteoros
Montros da música que arrepia
E arde a pele
Revoo de panos e carne
Com rosto pingado
Um néctar, suco concentrado
Que pega na boca salivada
Leva o céu dentro do céu
Chegou o êxtase
Pequenos Gestos
Tocar suavemente a testa ao acordar
Sentar ao lado para comer
Dobrar um pássaro de papel
Ouvir e escutar
Olhar nos olhos sorrindo
Acompanhar até o portão da casa
Cantar mesmo que desafinado
Ensinar uma brincadeira
Caminhar junto em silêncio
Abraçar com sinceridade
Escrever um poema
Presentear uma flor
Apresentar um amigo
Servir um doce
Mostrar a paisagem
Fazer um desenho
Chamar pelo nome
Elogiar com verdade
Criticar com respeito
(Caraíva - 31/01/08)
Sentar ao lado para comer
Dobrar um pássaro de papel
Ouvir e escutar
Olhar nos olhos sorrindo
Acompanhar até o portão da casa
Cantar mesmo que desafinado
Ensinar uma brincadeira
Caminhar junto em silêncio
Abraçar com sinceridade
Escrever um poema
Presentear uma flor
Apresentar um amigo
Servir um doce
Mostrar a paisagem
Fazer um desenho
Chamar pelo nome
Elogiar com verdade
Criticar com respeito
(Caraíva - 31/01/08)
09 fevereiro 2008
Vai amigo
Ouça bem meu caro amigo
Que eu entendo o teu pesarFiquei doido de chorar
Quando aconteceu comigoAs meninas são assim
Seja a ti ou seja a mimE a todos como nós
Que se metem a amarVai com fé que eu te dou voz
Se esse fogo te queimarVale mais o bem viver
Nesses dias de voar
Uma linda albatroz(Caraíva - 30/01/08)
Cleópatra
Ontem por exemplo
Aparece uma imagemDuas ou três palavras
Um monte de sorrisosUm olhar penetrante
A solidão mais acompanhadaCleópatra do samba
Causadora de dor e desejoSimples desejo
Vento que leva soltos fiosVentre quente sol feito
De pelos loucos castanhosE sangue de paixão
Um tormento de alcovaRepuxa as águas de dentro
Dissolve a alma e sublima o corpoCondensa o peito de flor
Enforcando a corSó taquicardia e fôlego rouco
Língua de ponta por cimaAbaixo gosto maluco sem senso
Jogado do cosmo ao lápisO pensamento estraga
E a sensação apaga(Caraíva - 29/01/08)
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